Game of Thrones - Café com Filme

Critica do filme Os Eternos | Nada é eterno, mas algumas coisas permanecem

Depois de mais de uma década e 23 filmes, é fácil esquecer as origens do MCU. Apesar da Fase 1 do MCU estabelecer as bases do “estilo Marvel”, o tom das produções se desenvolveu em um arpejo crescente até a sua conclusão da "Saga do Infinito" em Vingadores: Ultimato. Entretanto, tudo começou com Homem de Ferro, Incrível Hulk, Thor, Homem de Ferro 2 e Capitão América: O Primeiro Vingador, filmes com estilos relativamente distintos e pouco parecidos com o frenético Guerra Infinita e o grandioso Ultimato.

Os Eternos não é só o primeiro capítulo da história deste grupo de super-heróis cósmicos, mas também faz parte do prefácio da nova saga que emerge no MCU. Chloé Zhao apresenta uma “história de origem” que funciona em vários níveis utilizando uma narrativa inteligente que desvia da ação desenfreada e investe no desenvolvimento de personagens por meio de uma grande aula de filosofia digna do professor Chidi Anagonye (do seriado The Good Place).

Guerra Infinita e Ultimato são o cume da primeira grande Saga da Marvel nos cinemas, enquanto Eternos é o sopé de uma nova montanha que se agiganta à frente dos fãs. Pensando assim, a escalada ainda é longa, mas o escopo de Os Eternos, sugere que o topo é ainda mais alto. Mesmo com alguns deslizes, e com um estilo próprio que o desloca dentro do MCU, Os Eternos é um filme sólido que apresenta um novo e interessante início do universo Marvel nos cinemas.

Quanto tempo dura o eterno?

Sem entrar nos detalhes da cosmogonia Marvel, basta dizer que os Celestiais são os seres mais antigos e poderosos de todo o universo. Em 5000 A.C., o Celestial Arishem envia para a Terra um grupo de dez seres superpoderosos chamados de Eternos com a missão de proteger a humanidade de  criaturas predatórias chamadas de Deviantes.

Sem poder interferir no desenvolvimento dos humanos, os Eternos seguem lutando contra os Deviantes até o dia em que estes estivessem totalmente erradicados e Arishem os convocasse de volta ao seu planeta natal. Milênios se passam e depois de várias “vidas” juntos o grupo começa a mostrar fissuras, questionando sua missão “divina”, a humanidade e seu papel não-intervencionista em um mundo que obviamente se beneficiaria de seus talentos.

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Entretanto, com o reaparecimento dos Deviantes, os Eternos são forçados a se reunir e proteger a humanidade da antiga ameaça, apenas para descobrirem que muito mais está em jogo do que a erradicação dos Deviantes e o seu retorno para a casa. Sem revelar qualquer spoiler e entregar pontos importantes da trama, Chloé Zhao, Patrick Burleigh, Ryan Firpo e Matthew K. Firpo conseguem trabalhar com toda a grandiosidade da obra de Jack Kirby dentro do microcosmo de cada personagem.

A narrativa que aposta em flashbacks expositivos que contextualizam elementos do passado e presente, do relacionamento dos Eternos com os humanos e os Celestiais, o roteiro trabalha vários elementos em diferentes níveis a todo momento.  A história é muito bem amarrada, ao ponto de mostrar que, de fato, não há um vilão na história.

Brilho Eterno

Gemma Chan, Richard Madden, Kumail Nanjiani, Lia McHugh, Brian Tyree Henry, Lauren Ridloff, Barry Keoghan, Don Lee, Kit Harington, Salma Hayek e Angelina Jolie. Misturando nomes em ascensão e estrelas já consagradas de Hollywood, o elenco de Eternos acerta em praticamente todos pontos.

Angelina Jolie, mesmo em seu “piloto automático” se destaca sempre que aparece em cena na pele de guerreira Thena, enquanto Don Lee esbanja carisma como Gilgamesh, o mais forte dos Eternos e guardião de Thena. Kumail Nanjiani cumpre seu papel de alívio cômico com naturalidade,  deixando muito espaço para seus companheiros roubarem as risadas.

Vale destacar o esforço de Richard Madden, que mesmo limitado – algo evidenciado desde sua temporada em Game of Thrones – ainda entrega bons momentos e uma atuação sólida como Ikaris (o Super-Homem da Marvel) um personagem que precisa de muita flexibilidade emocional. Infelizmente o mesmo não pode ser dito de Gemma Chan, que oferece uma performance tão sutil que beira a monotonia, algo que não explora totalmente o arco de crescimento e superação de Sersi.

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De eterno e belo há apenas o sonho

A lista de acertos de Chloé Zhao no roteiro ena direção também passa pelo seu uso inteligente da câmera que mescla efeitos práticos e poucas intervenções digitais.  Mesmo com a renomada Industrial Light & Magic cuidado dos efeitos especiais, a diretora deixa o impacto visual emergir da construção da cena e não necessariamente do efeito em si, algo que confere ainda mais força para uma tradução mais fiel da identidade visual do rei Jack Kirby e a Era de Bronze das histórias em quadrinhos.

As cenas de luta, mesmo que espaçadas são bem coreografadas e utilizam as habilidades de cada um dos eternos, e certamente redefinem alguns conceitos dos “filmes de heróis”, especialmente na forma como representam os poderes de seres velocistas. Em outras palavras, chega de cenas em câmera lenta para mostrar que o personagem está se movendo mais rápido do que os outros.

Os Eternos não cobre toda cosmogonia Marvel, mas abre vários caminhos interessantes para o futuro do MCU.

Dentre muitos acertos e alguns erros, Eternos é sem dúvida um dos filmes de herói mais interessantes dos últimos anos. Vingadores: Ultimato finalizou um longo arco cuja memória inda é muito recente para o fãs. Com o “corpo ainda fresco”, essa Fase 4 do MCU precisará superar  a expectativa do público para criar gradativamente a mesma grandiosidade que levou uma década para ser construída, para quem entende o contexto deste momento, Eternos se mostra como um ótimo ponto de partida.

Critica do filme 2020 Nunca Mais | O ano terrível

Nem mesmo o “apocalíptico e integrado” Charlie Brooker — aquele que nos deprime e atormenta a cada episódio de Black Mirror — foi capaz de conjurar uma história tão desastrosa quanto à totalidade do ano de 2020. Depois de tantas desgraças que assolaram o pálido ponto azul do sistema solar, finalmente chegamos ao final do ano... e o que você fez?

Em 2020 Nunca Mais, Brooker e uma seleta de estrelas entregam uma desnecessária retrospectiva do “ano terrível”. Mesmo com a costumeira sátira sagaz da proverbial “pós-modernidade contemporânea” e seus componentes transumanos, o comentarista britânico parece não se esforçar muito entregando apenas uma versão menos entediante de uma retrospectiva jornalística.

Com nomes de peso como Samuel L. Jackson, Tracey Ullman, Hugh Grant, Lisa Kudrow, Kumail Nanjiani e Leslie Jones, entre outros, pseudodocumentário se limita a relatar os eventos com um toque de humor absurdo (quase que imperceptível dada a natureza surreal do ano em si). Enfim, se você é um daqueles poucos que consegue rir da desgraça, ou que quer sublimar um pouco da dor por meio do riso, 2020 Nunca Mais ainda é melhor do que o um “Globo Reporter”.

Isso não é muito Black Mirror

Como um narrador onisciente, Laurence Fishburne relata os principais eventos deste ano — que gostaríamos de esquecer — começando com os incêndios florestais australianos e o julgamento de impeachment de Trump, seguindo então para o começo da pandemia, o assassinato de George Floyd, o Brexit, as (in)decisões da eleição presidencial estadunidense chegando até a chegada do lançamento das primeiras vacinas para a COVID-19. Uma sorte de “especialistas” entrevistados entregam opiniões sobre os acontecimentos conforme as divisas entre absurdo se tornam cada vez mais etéreas.

Dash Brakcet (Samuel L. Jackson) é um repórter sério; Tennyson Foss (Hugh Grant) é um historiador cuja senilidade predileção por negronis parece fazê-lo confundir os eventos da realidade com Game Of Thrones; Tracey Ullman encarna uma irritada Rainha Elizabeth II, que não gostou nem um pouco da saída de Harry e Meghan da família real.

Painel diverso analiza adversidades

Jeanetta Grace Susan (Lisa Kudrow) basicamente nega qualquer coisa parecida com a verdade. Kumail Nanjiani é Bark Multiverse, a epítome do CEO de tecnologia, um sociopata egoísta que construiu um abrigo em montanha para si mesmo prevendo a iminente dissolução da sociedade, e de quebra fica absurdamente mais rico durante a pandemia. Enquanto isso, o cientista Pyrex Flask (Samson Kayo) vê suas tentativas de entregar fatos serem reduzidas a breves comentários ilustrados por cenas ridículas de arquivo.

Por fim temos a Dra. Maggie Gravel (Leslie Jones) que chega a inevitável conclusão de que quase todo mundo que não seja ela é um imbecil. Teoria confirmada reintegradas vezes por pessoas como Duke Goolies (Joe Keery), um “produtor de conteúdo” que de alguma forma ganha rios de dinheiro fazendo vídeos no qual apenas reage às notícias. E para deixar claro que o mundo realmente está cada vez mais imbecil, temos Gemma Nerrick (Diane Morgan) — literalmente uma das cinco pessoas mais comuns do planeta — e Kathy Flowers (Cristin Milioti), a personificação da “Karen” estadunidense cuja fonte de dogmas é o feed do Facebook e as correntes de WhatsApp.

Melhor deixar 2020 no passado

O grande problema de 2020 Nunca Mais é justamente o fato de ser uma obra de Charlie Brooker. O que passaria despercebido como uma produção ligeiramente engraçada fica ainda mais insossa se pensarmos no potencial que o olhar de Brooker traz, lembrando estamos falando o homem por trás da perspicaz série de antologia Black Mirror.

Condensando estereótipos em “testemunhas” que narram os eventos caóticos do ano, o roteirista não força a critica o suficiente, entregando apenas um amontoado “piadinhas” datadas diretamente relacionadas aos amalgamas em questão, sem aquele misto de acidez e desespero existencial que marca outras obras do roteirista. Além disso, o elenco — mesmo que recheado de nomes fortes de Hollywood —, parece entediado e assume que a mera contextualização de seus personagens será suficiente para empurrar a atuação.

Retrospectiva 2020, sério? Pra que?

Uma pena, especialmente no caso de Tracey Ullman e Hugh Grant que assumem a pele da Rainha Eizabeth II e de um historiador alcoólatra de tendências ligeiramente racistas, respectivamente. Sem qualquer interesse a dupla parece caricaturas exageradas saídas diretamente de esquetes da Praça é Nossa, Zorra Total ou Saturday Night Live (não se iluda amiguinho, é tudo a mesma coisa com níveis de qualidade variáveis). Dito isso, é preciso celebrar as atuações de Cristin Milioti e Lisa Kudrow.

As duas atrizes extraem o máximo de seus personagens e sem dúvida são o ponto alto de 2020 Nunca Mais. Cristin Milioti encarna com muita propriedade uma “Karen” — a típica radical negacionista suburbana estadunidense — que, graças ao desenrolar absurdo de 2020, finalmente pode por para fora seus preconceitos com o aval da Casa Branca que reverbera o mesmo preconceito e radicalismo. Por coincidência, ou não, Lisa Kudrow assume o papel de uma não-represente não-oficial da Casa Branca, que tenta desesperadamente defender os desmandos e desordem do governo a cada nova imbecilidade oriunda do gabinete presidencial.

"Retrospectiva 2020! Por que vocês querem fazer isso? Sério. Por quê?”

No final das contas, 2020 Nunca Mais é um título mais do que apropriado para um ano horrível, e um filme nada marcante. Se você procura um evento catártico que realmente expurgue o ano da pandemia é melhor buscar em outro lugar. Todavia, se não queremos repetir os mesmos despautério no futuro, é melhor manter o passado vivo na memória, e se temos que relembrar a história de 2020, melhor que seja com um mínimo de humor.

Mercado Livre dá até 45% de desconto na assinatura da HBO GO

Com a pandemia em alta e a quarentena ainda sendo a realidade para muitos, os aplicativos de streaming ganharam notoriedade, mas, com tantas opções, fica complicado para o consumidor decidir qual vai ser o serviço da vez — afinal, é inviável assinar todos, ainda mais com alguns preços proibitivos.

Um dos streamings que ganha destaque é a HBO GO, uma vez que tem muitas séries exclusivas e premiadas. Contudo, o serviço da famosa emissora americana tem um inconveniente: o valor da assinatura mensal em R$34,90 é um tanto elevado.

No entanto, aos interessados na HBO GO, há uma boa notícia: é possível assinar o serviço com um desconto bem legal. A assinatura da HBO GO pode ter o valor mensal reduzido em até 45%, mas é claro que há uma pegadinha. Trata-se de uma parceria entre Mercado Livre e HBO, a qual visa oferecer descontos para os clientes fiéis do famoso site de compras, por meio do programa de benefícios Mercado Pontos.

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Funciona assim: quanto mais você compra no Mercado Livre, maior será sua pontuação no Mercado Pontos e, para cada nível avançado, você desbloqueia um desconto maior. A partir do nível 1, você já garante 10% de desconto na assinatura da HBO GO.

Avançando mensalmente, você desbloqueia novos descontos. Assim, se você estiver no nível 6 de pontuação, você pode obter os prometidos 45% de desconto, mas para isso você terá de comprar muitas coisas no Mercado Livre. De qualquer forma, mesmo em níveis menores, o valor do desconto já é interessante, né?

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A oferta já está disponível no Brasil e basta acessar o mercado Livre e buscar pela palavra "HBO" para já cair na página de promoção da HBO GO. Para quem não conhece o serviço, é possível realizar um teste gratuito de 7 dias quando utilizar o método de pagamento de cartão de crédito.

Entre as principais séries da HBO GO, vale o destaque para: Chernobyl, Game of Thrones, Big Little Lies, The Outsider e Lovecraft Country. Contudo, além das séries, a HBO sempre transmite filmes inéditos na televisão, os quais também são disponibilizados na plataforma HBO GO.

Recentemente, a HBO GO recebeu os seguintes filmes: "O Caso Richard Jewell", "Obsessão" e "IT: Capítulo 2". Neste mês, a HBO promete a estreia de "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa". Interessante ainda que o aplicativo da HBO GO está disponível para smartphones, tablets, Smart TVs, Apple TV e também pelo site no navegador.

Confira a lista de indicados à premiação SAG Awards 2020

O Sindicato de Atores de Hollywood (Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists) divulgou a lista para a 26ª edição da premiação SAG Awards 2020, que costuma ser uma boa prévia do que pode pintar no Oscar, particularmente nas categorias de atuação.

Entre os destaques de cinema no SAG Awards 2020 estão Era Uma Vez… em Hollywood, O Escândalo e O Irlandês, com 4 indicações cada. Já na TV, The Marvelous Mrs. Maisel lidera com quatro nomeações. O Sindicato de Atores de Hollywood também conta com uma homenagem ao ator Robert De Niro, que receberá a estatueta em comemoração a sua carreira e contribuição ao cinema.

A cerimônia de entrega do 26º Annual Screen Actors Guild Awards acontece dia 19 de janeiro de 2020. Confira a lista completa de indicados nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO DE FILME

  • O Escândalo
  • O Irlandês
  • Jojo Rabbit
  • Era Uma Vez… em Hollywood
  • Parasita
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MELHOR ATRIZ

  • Cynthia Erivo – Harriet
  • Scarlett Johansson – História de um Casamento
  • Lupita Nyong’o – Nós
  • Charlize Theron – O Escândalo
  • Renée Zellweger – Judy - Muito além do Arco-Íris
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MELHOR ATOR

  • Christian Bale – Ford vs Ferrari
  • Leonardo DiCaprio – Era Uma Vez… em Hollywood
  • Adam Driver – História de um Casamento
  • Taron Egerton – Rocketman
  • Joaquin Phoenix – Coringa
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MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Laura Dern – História de um Casamento
  • Scarlett Johansson – Jojo Rabbit
  • Nicole Kidman – O Escândalo
  • Jennifer Lopez – Hustlers
  • Margot Robbe – O Escândalo
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MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Jamie Foxx – Luta por Justiça
  • Tom Hanks – Um Lindo Dia na Vizinhança
  • Al Pacino – O Irlandês
  • Joe Pesci – O Irlandês
  • Brad Pitt – Era Uma Vez… em Hollywood
5 MELHOR ATOR COADJUVANTE 0d00d

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM FILME

  • Vingadores: Ultimato
  • Ford vs Ferrari
  • O Irlandês
  • Coringa
  • Era Uma Vez… em Hollywood
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MELHOR ELENCO DE SÉRIE DE DRAMA

  • Big Little Lies
  • The Crown
  • Game of Thrones
  • The Handmaid’s Tale
  • Stranger Things
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MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA

  • Jennifer Aniston – The Morning Show
  • Helena Bonham Carter – The Crown
  • Olivia Colman – The Crown
  • Jodie Comer – Killing Eve
  • Elisabeth Moss – The Handmaid’s Tale
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MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA

  • Sterling K. Brown – This Is Us
  • Steve Carrell – The Morning Show
  • Billy Crudup – The Morning Show
  • Peter Dinklage – Game of Thrones
  • David Harbour – Stranger Things
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MELHOR ELENCO DE SÉRIE DE COMÉDIA

  • Barry
  • Fleabag
  • O Método Kominsky
  • The Marvelous Mrs. Maisel
  • Schitt’s Creek
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MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Christina Applegate – Dead to Me
  • Alex Borstein – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Catherine O’Hara – Schitt’s Creek
  • Phoebe Waller-Bridge – Fleabag
11 MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA 413e1

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Alan Arkin – O Método Kominsky
  • Michael Douglas – O Método Kominsky
  • Bill Hader – Barry
  • Andrew Scott – Fleabag
  • Tony Shalhoub – The Marvelous Mrs. Maisel
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MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

  • Patricia Arquette – The Act
  • Toni Collette – Unbelievable
  • Joey King – The Act
  • Emily Watson – Chernobyl
  • Michelle Williams – Fosse/Verdon
13 MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA A TV dbe1f

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA A TV

  • Mahershala Ali – True Detective
  • Russell Crowe – The Loudest Voice
  • Jared Harris – Chernobyl
  • Jharrel Jerome – Olhos que Condenam
  • Sam Rockwell – Fosse/Verdon
14 MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA A TV 9aa35

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE DE COMÉDIA OU DRAMA

  • Game of Thrones
  • Glow
  • Stranger Things
  • The Walking Dead
  • Watchmen
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Crítica do Filme Projeto Gemini | Um maluco em pedaços

Sob a batuta de Ang Lee, diretor oscarizado de O Segredo de Brokeback Mountain, estrelado pelo multipremiado Will Smith, e sob os cuidados do mega-produtor arrasa-quarteirão e manjador mor dos paranaue, Jerry Bruckheimer , Projeto Gemini parece destinado ao sucesso... Certo?

Apostando em efeitos especiais de alta qualidade e uma nova tecnologia de cinematografia de altíssima definição, o filme entrega o que promete, mas não coloca nenhum adereço na embalagem. O roteiro raso (e um tanto datado) e a direção receosa de Ang Lee não exploram todo o potencial da película, que mesmo assim ainda agrada sem fazer muito esforço.

Com o perdão da brincadeira, em um mar de filmes clones sem qualquer inovação real, qualquer vestígio de criatividade deve ser celebrado e em Projeto Gemini existe muita criatividade por trás das câmeras, infelizmente nem todas essas ideias aparecem na frente das lentes, o que reduz toda a produção a mais um filme de ação. Sem qualquer demérito ao gênero, fica a ressalva de que, mesmo sendo um bom filme de ação, Projeto Gemini não alcança todo seu potencial.

Um maluco no encalço

Rodando por Hollywood desde 1997, a trama de Projeto Gemini parecia muito mais interessante na época em que foi concebida pelo roteirista Darren Lemke do que agora, mais de vinte anos e algumas revisões depois. Como era de se esperar de uma obra que foi reescrita por diferentes mãos, incluindo David Benioff (de Game of Thrones), o produto final sofre de uma esquizofrenia narrativa que afeta em muito o desenvolvimento da história.

Em Projeto Gemini acompanhamos Henry Brogan (Will Smith) um operativo de elite de uma agência de inteligência governamental. O problema é que a idade chega para todo mundo e Henry, um cinquentão, já não conta com os mesmos reflexos da sua juventude. Ciente de suas limitações, ele resolve entrar com o pedido de aposentadoria (antes que a reforma da previdência coloque ele na linha de tiro).

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Infelizmente, o trabalho de Henry não conta com muitos direitos trabalhistas e um de seus ex-comandantes, Clay Verris (Clive Owen) não aceita muito bem a ideia de ter uma “ponta solta” como Brogan andando por ai sabendo o que ele sabe sobre o submundo da espionagem internacional, desencadeando assim uma série de tentativas de eliminar essa ameaça.

Agora, com um assassino de elite em seu encalço, Brogan, acompanhado de Danny Zakarweski (Mary Elizabeth Winstead), uma agente infiltrada, ele sai fugindo mundo afora acionando seus velhos contatos e antigos amigos de profissão.  A coisa fica ainda mais confusa quando Brogan descobre que a pessoa que está em seu encalço é, na verdade, seu clone.

Apesar de apresentar conceitos interessantes, tudo parece desprovido de personalidade, derivativo.  Na década de noventa poderia ter sido muito mais original vermos a história de um assassino veterano sendo caçado/traído pelo seu empregador/governo/parceiro. Atualmente, mesmo com a adição da reviravolta do oponente ser uma versão mais jovem de si, pouco se acrescenta ao extenso elenco de produções do gênero.

Uma pena, haja vista o potencial do elenco, direção e tecnologia por trás de Projeto Gemini. O talento de Ang Lee certamente poderia explorar o alcance dramático de Will Smith levando o que seria um mais um filme de ação em um título mais denso, cativante e até mesmo introspectivo.

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Olho no lance

Poderíamos falar por horas a fio do feito tecnológico por trás de Projeto Gemini.  Apostando em um salto tecnológico, o diretor Ang Lee, que já havia flertado com o cinema de altíssima definição com A Longa Caminhada de Billy Lynn — rodado em 4K e 3D com uma taxa altíssima de quadros por segundo — entrega um filme com efeitos filmados a impressionantes 120fps (no que foi batizado de 3D+).

Essa técnica deixa toda a experiência cinematográfica muito mais fluída, além de oferecer uma sensação de profundidade mais nítida aos efeitos 3D. Se esta tecnologia é, o não é, o futuro da fotografia no cinema ainda vamos ver, mas Projeto Gemini certamente se beneficia desse trunfo.

Além disso, também merece destaque o rejuvenescimento digital de Will Smith. O construto, totalmente virtual, é impressionante e só apresenta defeitos quando superexposto. Em outras palavras, se você pretende ver Projeto Gemini faça isso em uma sala que suporte o 3D+.

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Big Willie Style

Ang Lee não acrescenta os efeitos e tecnologia apenas pela extravagância técnica. O diretor explora o sistema, experimentando novas possibilidades e estilos possibilitados pela ferramenta. Com um personagem protagonista totalmente digital criado a partir da captura de movimentos, o diretor consegue colocar o ator frente a frente com sua contraparte rejuvenescida de maneira muito convincente.

A ressalva quanto à direção de Ang Lee é justamente por conta do que ele nos apresenta como possibilidade, mas não engaja o suficiente dentro do filme. Tecnicamente, o diretor comanda o filme de maneira inteligente, mas não explora seu maior recurso, Will Smith e o resto do elenco.  Mary Elizabeth Winstead tem um grande momento no filme, mas é pouco utilizada dentro da trama, enquanto Clive Owen entrega uma atuação descompromissada e extremamente caricata. Por sua vez, Will Smith age no piloto automático, entregando uma atuação consistente, mas pouco elaborada.

Parece que dois Will Smith não são suficientes para carregar um filme inteiro

O alcance dramático de Will, que já lhe rendeu duas indicações ao Oscar poderia explorar até mesmo uma faceta existencialista dentro do filme, vereda que acrescentaria muito mais consistência ao título, que se contenta em entregar releituras de filmes de ação dos anos 90. Projeto Gemini tem boas cenas de ação — com destaque para a sequencia nas ruas de Cartagena e o "bike-fu" de Will Smith — e para expremer todo o suco é melhor assistir em uma grande tela com o sistema 3D+

1917 | Novo trailer legendado e sinopse

Em um dos momentos críticos da Primeira Guerra Mundial, dois soldados britânicos Schofield (George MacKay, de Capitão Fantástico) e Blake (Dean-Charles Chapman, de Game of Thrones) recebem uma missão aparentemente impossível. Em uma corrida contra o tempo, os soldados devem cruzar território inimigo e entregar uma mensagem que cessará o ataque brutal de milhares - entre eles, o irmão de Blake.