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Vencedores Oscar 2025 | Ainda Estou Aqui leva prêmio de Melhor Filme Internacional!

A 97ª edição do Oscar aconteceu neste domingo, 2 de março de 2025, e foi marcada pela primeira estatueta concedida para um filme brasileiro. "Ainda Estou Aqui" ganhou o prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. Apesar das indicações para Fernanda Torres como Melhor Atriz e para o filme "Ainda Estou Aqui" como Melhor Filme, ambos os prêmios foram para "Anora".

Confira a lista de vencedores do Oscar 2025:

Vencedor Melhor Filme Oscar 2025

Anora

Indicados Melhor Filme Oscar 2025

Vencedora Melhor Atriz Oscar 2025

Mikey Madison - Anora

Indicados Melhor Atriz Oscar 2025

Vencedor Melhor Ator Oscar 2025

Adrien Brody - O Brutalista

Indicados Melhor Ator Oscar 2025

  • Timothée Chalamet - Um Completo Desconhecido
  • Colman Domingo - Sing Sing
  • Ralph Fiennes - Conclave
  • Sebastian Stan - O Aprendiz

Vencedora Melhor Atriz Coadjuvante Oscar 2025

Zoe Saldaña - Emilia Pérez

Indicados Melhor Atriz Coadjuvante Oscar 2025

  • Monica Barbaro - Um Completo Desconhecido
  • Ariana Grande - Wicked
  • Felicity Jones - O Brutalista
  • Isabella Rossellini - Conclave

Vencedor Melhor Ator Coadjuvante Oscar 2025

Kieran Culkin - A Verdadeira Dor

Indicados Melhor Ator Coadjuvante Oscar 2025

  • Yura Borisov - Anora
  • Edward Norton - Um Completo Desconhecido
  • Guy Pearce - O Brutalista
  • Jeremy Strong - O Aprendiz

Vencedor Melhor Direção Oscar 2025

Sean Baker - Anora

Indicados Melhor Direção Oscar 2025

  • Brady Corbet - O Brutalista
  • James Mangold - Um Completo Desconhecido
  • Jacques Audiard - Emilia Pérez
  • Coralie Fargeat - A Substância

Vencedor Melhor Roteiro Original Oscar 2025

Anora - Sean Baker

Indicados Melhor Roteiro Original Oscar 2025

Vencedor Melhor Roteiro Adaptado Oscar 2025

Conclave - Peter Straughan

Indicados Melhor Roteiro Adaptado Oscar 2025

  • Um Completo Desconhecido
  • Emilia Pérez
  • Sing Sing
  • Nickel Boys

Vencedor Melhor Animação Oscar 2025

Flow

Indicados Melhor Animação Oscar 2025

Vencedor Melhor Filme Internacional Oscar 2025

Ainda Estou Aqui

Indicados Melhor Filme Internacional Oscar 2025

  • A Garota da Agulha
  • Emilia Pérez
  • The Seed of the Sacred Fig
  • Flow

Vencedor Melhor Documentário Oscar 2025

 No Other Land - Basel Adra, Rachel Szor, Hamdan Ballal e Yuval Abraham

Indicados Melhor Documentário Oscar 2025

  • Black Box Diaries
  • Guerra da Porcelana
  • Trilha Sonora para um Golpe de Estado
  • Sugarcane

Vencedor Melhor Documentário Curta-Metragem Oscar 2025

A Única Mulher na Orquestra - Molly O’Brien e Lisa Remington

Indicados Melhor Documentário Curta-Metragem Oscar 2025

  • Death by Numbers
  • I Am Ready, Warden
  • O Incidente
  • Instruments of a Beating Heart

Vencedor Melhor Curta-Metragem Oscar 2025

I’m Not a Robot

Indicados Melhor Curta-Metragem Oscar 2025

  • A Lien
  • Anuja
  • The Last Ranger
  • The Man Who Could Not Remain Silent

Vencedor Melhor Curta-Metragem de Animação Oscar 2025

In the Shadow of Cypress

Indicados Melhor Curta-Metragem de Animação Oscar 2025

  • Beautiful Men
  • Magic Candies
  • Wander to Wonder
  • Yuck!

Vencedor Melhor Trilha Sonora em Filme Oscar 2025

O Brutalista - Daniel Blumberg

Indicados Melhor Trilha Sonora em Filme Oscar 2025

Vencedor Melhor Canção em Filme Oscar 2025

El Mal (Emilia Pérez) - Música por Clément Ducol e Camille; Letras por Clément Ducol, Camille e Jacques Audiard

Indicados Melhor Canção em Filme Oscar 2025

  • The Journey (The Six Triple Eight)
  • Like a Bird (Sing Sing)
  • Mi Camino (Emilia Pérez)
  • Never Too Late (Elton John: Never Too Late)

Vencedor Melhor Design de Produção Oscar 2025

Wicked - Design de Produção: Nathan Crowley; Decoração de Set: Lee Sandales

Indicados Melhor *Design de Produção Oscar 2025

*Também conheido como Oscar de Direção de Arte, que inclui Design de Produção e Decoração de Set

Vencedor Melhor Fotografia Oscar 2025

O Brutalista - Lol Crawley

Indicados Melhor Fotografia Oscar 2025

Vencedor Melhor Figurino Oscar 2025

Wicked - Paul Tazewell

Indicados Melhor Figurino Oscar 2025

Vencedor Melhor Maquiagem e Cabelo Oscar 2025

A Substância - Pierre-Olivier Persin, Stéphanie Guillon e Marilyne Scarselli

Indicados Melhor Maquiagem e Cabelo Oscar 2025

Vencedor Melhor Som Oscar 2025

Duna: Parte II - Gareth John, Richard King, Ron Bartlett e Doug Hemphill

Indicados Melhor Som Oscar 2025

Vencedor Melhor Edição Oscar 2025

Anora - Sean Baker

Indicados Melhor Edição Oscar 2025

Vencedor Melhor Efeitos Visuais Oscar 2025

Duna: Parte II - Paul Lambert, Stephen James, Rhys Salcombe e Gerd Nefzer

Indicados Melhor Efeitos Visuais Oscar 2025

Alucinações do Passado | Trailer oficial e sinopse

Jacob (Tim Robbins) é um ex-soldado no qual a Guerra do Vietnã deixou marcas profundas e irreversíveis. Constantemente, Jacob vê seres estranhos ameaçando-o de morte, com suas lembranças familiares do passado se misturando a alucinações desconexas de algo que aconteceu na guerra e alterou radicalmente sua percepção da realidade. Contando apenas com o apoio de sua namorada, Jezebel (Elizabeth Peña), e de seu amigo Louis (Danny Aiello), Jacob tenta descobrir a causa verdadeira de seus delírios.

Crítica do filme Fantasmas | Mistérios sem muitos critérios

Eu adoro um bom suspense com pitadas de terror, o que me motiva a embarcar em sugestões de filmes — sejam novos ou velhos — com algum tom de mistério.

Foi numa dessas conversas sobre títulos marcantes do gênero que minha querida namorada sugeriu de darmos uma chance pra uma obra cheia de mistérios, lá de 1998, chamada “Fantasmas”.

Com Ben Affleck, Liev Schreiber e Peter O’Toole no elenco e uma história sobre toda uma população que desapareceu da noite para o dia, este longa já tinha motivos de sobra para me prender a atenção, mas as maiores surpresas vieram mesmo no desenrolar da coisa.

O roteiro conta a história de duas irmãs, Lisa (Rose McGowan) e Jennifer (Joanna Going), que resolvem passar uns dias na cidade de Snowfield. Ao chegar lá, elas se deparam com uma cidade vazia, onde sobrou apenas alguns cadáveres — que morreram de formas inusitadas — e três policiais, que não são necessariamente os melhores detetives do mundo.

Com uma abordagem no melhor estilo video game, “Fantasmas” avança de um “mistério um tanto simples” para uma grande ameaça. Os protagonistas não são os mais gabaritados para resolução do caso, o que aumenta a sensação de impotência e deixa a trama apropriada para mais momentos assustadores. Embarque no trem da curiosidade e vamos falar mais do filme.

Atmosfera convincente

Não há dúvidas de que “Fantasmas” é um filme deveras curioso para a época em que foi lançado, ainda mais para espectadores que têm uma grande bagagem de experiências com jogos. É inevitável ver o filme e não ligar algumas cenas com a construção de sequências similares com as de games como “Resident Evil” ou “Silent Hill”.

A história de Dean Koontz não necessariamente toma como base os roteiros dos jogos (até porque alguns saíram depois do filme), mas a direção de Joe Chappelle tem alguma semelhança com os video games. Isso não é bom ou ruim do ponto de vista de filmagem, mas é um fator que contribui positivamente para o desenrolar da história de suspense e terror.

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O estopim que dá fogo para todo o mistério que vem na sequência é importante, mas certamente é a fotografia caprichada — com direito a muita névoa, ambientes com iluminação precária e cenários antigos — que dá o tom para o roteiro impressionar a plateia. Isso somado, é claro, à trilha cheia de nuances, a qual deixa o espectador bastante apreensivo.

Apesar de ser um filme datado, a maquiagem e os efeitos da época não são de todo ruim. Com direito a criaturas bizarras e cenas fortes que chocam pelo nível de nojeira, o longa faz questão de estampar os perigos que residem em Snowfield. Há referências óbvias a filmes como “Enigma de Outro Mundo”, mas isso não é de forma alguma prejudicial.

Entra em cena também os personagens (com atuações razoáveis) que dão consistência à investigação. Ben Affleck em toda sua jovialidade é o maior destaque, sendo um policial destemido e xereta. As irmãs que estão de passagem pela cidade também trabalham legal, ainda mais por transmitirem o medo de quem jamais imaginaria enfrentar tamanhas ameaças.

Fio condutor um bocado instável

Se por um lado, o roteiro de “Fantasmas” acerta no ponto do suspense, com toda essa atmosfera bem construída, por outro, ele acaba tropeçando nas próprias características que apresenta como base. Isso não desmoraliza a construção geral da trama, mas certamente deixa o espectador um tanto espantado com a mudança repentina no tom de abordagem.

O filme começa como um grande mistério, cheio de cenas assustadoras e um clima de enigma constante. Todavia, após avançar um tanto e ter uma lógica a ser seguida, a pegada do script tende muito mais para ação e nojeira, do que para o terror genuíno que poderia ser desenvolvido aqui.

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Ok, nem toda história tem os requisitos básicos para ser um grande terror, mas aqui havia o potencial para tal desenvolvimento do horror pautado no suspense. Dá a impressão de que o roteirista não sabia continuar o mistério e amarrou as pontas como deu para chegar ao clímax.

A história de “Fantasmas” pode funcionar e ser compreendida, porém é válido ressaltar que o filme demora em dar explicações, sendo que os mais atentos podem questionar várias coisas antes de elas serem devidamente resolvidas pelo roteiro. Um bom filme de suspense no geral, ainda mais pelo vilão que é surpreendente (e rende debate), mas não espere nada genial ou de outro mundo, já que algumas ideias são recicladas.

Crítica do filme Invocação do Mal 2 | O Terror em sua forma mais assustadora

Com tantos filmes de terror tomados por clichês estreando quase todos os meses, a gente fica até impressionado quando sai de uma sessão e pode dizer de boca cheia “esse sim deu medo de verdade”.

Não por acaso, muitos amigos que me acompanharam na pré-estreia de “Invocação do Mal 2” tiveram impressão similar desta nova obra de James Wan. Alguns mais suscetíveis aos truques cinematográficos ficaram até meio abalados com as cenas aterrorizantes, o que apenas evidencia as qualidades do filme.

Pois bem, apesar de o título sugerir uma continuação direta, esta sequência não faz uma ponte direta com o antecessor, tampouco exige que o expectador tenha visto o primeiro filme. Em “Invocação do Mal 2”, os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren vão para Londres com o objetivo de ajudar a família Hodgson a combater espíritos malignos que assombram sua casa.

Chegando lá, os investigadores descobrem que um antigo morador da casa voltou do mundo dos mortos para atormentar as crianças e tirar o sono da mãe que já sofre bastante para criar os quatro filhos. Em uma fase um tanto duvidosa, os profissionais ficam receosos de que o caso seja apenas uma encenação e precisam conseguir provas para que a igreja ajude os integrantes desta família.

Tensão do começo ao fim

Pensando em quem não viu o primeiro filme e até para dar uma incrementada na fama dos Warren, “Invocação do Mal 2” começa retratando uma curiosidade bem interessante sobre os detetives. Em uma cena bem montada, o longa leva os espectadores a um caso que não tem ligação direta com a trama principal, mas que deixa um gostinho de medo já marcante nos primeiros minutos de filme.

A partir disso, o filme dá uma descontraída para nos levar até Londres, longe de onde o casal de detetives costumava atuar em suas investigações. O clima é bem diferente no Reino Unido e a montagem com cenas antigas para levar a plateia para a época do caso é convincente. Não demora muito para sermos convidados a entrar na casa dos Hodgson. A partir disso, a paz e o sossego deixam a sala de cinema.

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A história segue de forma lenta até que os Warren entrem em evidência novamente, mas a ausência do casal acaba sendo benéfica, uma vez que o filme consegue desenvolver a trama sem depender dos poderes de Lorraine Warren e da coragem de Ed Warren. Além disso, essa abordagem mais focada na família britânica dá espaço para novos personagens e atores.

Com montagens simples e cenas que não parecem oferecer perigo, o filme deixa o público tenso e atento à telona. 

O roteiro se apresenta muito coerente, algo até bem evidente considerando o trabalho em conjunto dos irmãos Hayes (responsáveis por roteiros de filmes como “A Casa de Cera”, “Terror na Antártida” e “Invocação do Mal”), em parceria com James Wan (diretor do filme) e David Leslie Johnson (que escreveu o texto de “A Órfã”).

Contudo, ainda que a história se mostre muito interessante, o sucesso do filme só é alcançado graças ao esforço da novata Madison Wolfe (que interpreta a menina Janet Hodgson), da talentosa Frances O'Connor (a mãe Peggy Hodgson) e do jovem Benjamin Haigh (no papel do caçula Billy Hodgson).

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Apesar da inexperiência de alguns dos talentos mais juvenis, a inocência das crianças é explorada de forma inteligente, deixando a plateia com dó dos pequeninos, ao mesmo tempo em que a produção consegue pregar boas peças. Com montagens bem simples e cenas que não parecem oferecer perigo, o filme deixa o público tenso e atento à telona.

Referências claras e genialidade pontual

James Wan é um sujeito peculiar, que já mostrou sua familiaridade com o suspense e o terror desde que tomou as rédeas de “Jogos Mortais”. De lá para cá, o diretor australiano se mostrou ainda mais empenhado e criativo em filmes do gênero, incluindo aí “Sobrenatural” e “Invocação do Mal”.

Há uma construção de tomadas demoradas, em que a plateia é levada para perto da cena, fugindo dos clichês.

Em “Invocação do Mal 2”, Wan se reafirma como inovador ao apresentar boas ideias (ainda que algumas sejam inspiradas por outras obras) para impressionar o público. Há várias situações em que fica claro que o diretor pegou referências até mesmo de jogos como Silent Hill, como a cena no porão que está cheio d’água.

Outros títulos como “Horror em Amityville” e “O Exorcista” também marcam presença entre as principais bases para a composição de roteiro e visual de “Invocação do Mal 2”. Isso não é um problema de forma alguma, sendo até admirável ver que o diretor não poupou esforços para fazer a plateia ficar receosa quanto ao obscuro, com base no sucesso de outras grandes obras.

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Aliás, se tem uma característica que vale destaque aqui é a capacidade do diretor em prender a atenção do espectador na telona. Diferente de outros filmes em que alguns clichês óbvios só assustam pelo volume alto e a mudança súbita de câmera (a tal da técnica de jump scare), aqui há uma construção de tomadas mais demoradas, em que a plateia é levada para perto da cena.

Muitos planos-sequência convincentes, o abuso excessivo da escuridão (e brincadeiras com luz e sombra), o posicionamento de câmera irregular, uma cena em primeira pessoa, a trilha sonora de arrepiar e efeitos especiais de qualidade — com direito a criaturas que amedrontam qualquer um — garantem o sucesso da película.

O resultado não poderia ser diferente. “Invocação do Mal 2” se mostra um terror de primeira do começo ao fim, mantendo a plateia tensa e levando o público a pegar interesse pelo gênero. O longa eleva o nível e solicita que novas obras sigam uma cartilha que fuja do óbvio. Esperamos pelo próximo caso dos Warren com muita ansiedade.

Crítica do filme Pixels | Homenagem meia-boca com muitos clichês

Os estúdios de Hollywood já exploraram os jogos inúmeras vezes nos mais variados tipos de filmes. Temos aquelas adaptações toscas que não se parecem em nada com os games, algumas versões mais coerentes (caso de Silent Hill) e, agora, temos um filme com Adam Sandler que tenta prestar uma homenagem aos títulos mais antigos.

Sinceramente, eu não tenho nada contra o Adam Sandler, aliás, eu até defendo a boa vontade dele em alguns casos. Ele já fez alguns (poucos) filmes legais em sua carreira, mas parece que ninguém disse pra ele que seus dias de comediante acabaram há algum tempo. E aí que ele resolveu trazer toda sua turminha de volta para encarar uma parada dura.

No filme Pixels, acompanhamos a invasão de seres extraterrestres que decidiram vir à Terra após receber um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos e interpretá-lo como uma declaração de guerra. Os alienígenas resolvem atacar nosso planeta usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas.

Para tentar impedir o caos, o presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo Sam Brenner (Adam Sandler), que era um campeão dos fliperamas nos anos 1980. Agora, Brenner — que é um instalador de produtos eletrônicos — deve liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad) e salvar o mundo.

Piadas bem manjadas, mas alguma coisa se salva

Primeiramente, é preciso colocar em pauta que estamos tratando de um filme de comédia escrachada, que não tem nenhum compromisso com a realidade e tenta passar as coisas de forma muito bem-humorada. Nisso, a gente já tem certeza, já que é o Adam Sandler comandando a turma e vamos combinar que ele nunca foi um grande herói.

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Só que a insistência em fazer as mesmas piadas do arco-da-velha é justamente o que deixa o filme chatinho. As tentativas cretinas dele de dar em cima de Michelle Monaghan são apenas um reflexo dos clichês que ele tanto exercitou em sua carreira. Aliás, essa parte de forçar um relacionamento entre os dois é um bocado desnecessária num filme que se pretende homenagear games.

Felizmente, um dos integrantes da equipe (Josh Gad) acaba salvando o dia com seu jeito extrovertido. O personagem é bem caricato e até exagerado ao ponto de amar uma personagem de videogame. Entretanto, na maioria das cenas, ele acaba roubando os holofotes, com direito a um disparate de frases que caracterizam bem as broncas de generais americanos.

Outro personagem que ajuda muito é Eddie (Peter Dinklage), que banca de bonzão e tem trejeitos muito engraçados. É o tal do cara chato que acaba ficando legal ao exagerar no orgulho. Sem esses dois atores, certamente o filme poderia ser bem mais um romance com Adam Sandler tentando pagar de legal com piadas idiotas. Ainda bem que não foi tão desastroso.

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A história do filme é bem fantasiosa e até absurda em alguns pontos, mas acaba ficando divertida com a introdução de personagens adorados que marcaram época na década de 1980. Acontece que o roteiro força demais a barra em alguns pontos, com direito a personagens que viram seres reais na Terra. Alguns apelam para a fofura, outros para a sensualidade, mas essa ideia acaba não colando muito bem.

Enfim, Pixels não é um bom filme de comédia, tampouco um filme que se preza a homenagear de verdade os jogos. Dá pra ver alguma boa vontade em tentar conciliar o mundo real com jogos antigos, mas não ficou muito legal não, exceto pela presença de alguns ícones (como Donkey Kong e Pac-Man) da década de 1980. Se você faz questão de ver no cinema, vá sem esperar muita coisa e aproveite a pipoca.

Crítica do filme Sobrenatural: Capítulo 2 | Espíritos ainda mais medonhos

O feriado de carnaval é sempre proveitoso para colocar a longa lista de filmes em dia. Desta vez, além de conferir Silent Hill: Revelação pela segunda vez, aproveitei a folga para ver outro filme de terror que me despertava a curiosidade.

É claro que estou falando de Sobrenatural: Capítulo 2, a tão aguardada continuação do filme que estreou em 2011 e nos apresentou as entidades que assombravam a família Lambert. Pois bem, após os eventos do primeiro filme, todos sabemos que nem tudo acabou bem.

No segundo filme, somos apresentados ao segredo misterioso de infância que os deixou perigosamente ligados ao mundo dos espíritos. Contudo, em vez de manter a trama focada apenas no passado, esta sequência nos mostra eventos atuais que possibilitam compreender como a família lidou com a morte de Elise.

Considerando que o início desta história teve boas sacadas e inimigos capazes de deixar até os mais corajosos amedrontados, nós percebemos a difícil missão que James Wan e Leigh Whannell tinham em mãos. Entretanto, é possível adiantar que o segundo capítulo segue uma linha de terror ainda mais assustadora e explica os pormenores desta história macabra. Um terror que vale a pena!

Boas explicações eram necessárias

É difícil que uma continuação consiga superar sua precursora, mas Sobrenatural: Capítulo 2 é uma exceção à regra. O filme que mostra o rumo dos Lumberts segue bem os eventos finais da trama do primeiro título, detalhando as dificuldades que passam ao se reportar à polícia e esclarecer o que aconteceu com Elise.

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Entretanto, o roteiro não pretende apenas contar os fatos posteriores, mas visa explicar o que aconteceu no passado, principalmente sobre o espírito que se apossou de Josh. Essa ideia de complementar a história é totalmente válida, pois as criaturas que vimos no primeiro longa-metragem não são apenas entidades genéricas e sem propósito.

É justamente nisso que está o triunfo do filme. A narrativa sobre o espírito que causou todo o mal a esta família já é apresentada logo de cara e só fica melhor conforme o roteiro vai se desenrolando. A verdade é que as primeiras cenas podem deixar alguns espectadores até meio perdidos, mas, aos poucos, as peças do quebra-cabeça vão se encaixando e a trama pode ficar muito interessante, graças aos tantos detalhes acrescentados ao roteiro.

Muito mais assustador

Uma coisa que me surpreendeu em Sobrenatural: Capítulo 2 foi a pegada mais incisiva no terror. Houve um acréscimo benéfico na parte de verba, o que resultou em entidades muito mais realistas e tenebrosas. Chega de inimigos com maquiagens mal feitas. Aqui, só temos espíritos mais escabrosos e que são focados constantemente em frente à câmera.

Outro aspecto que ajuda muito no desenvolvimento do filme é a forma como as entidades se exibem aos personagens. Em vez de ficarem apenas no plano espiritual, as almas perdidas aparecem em plena luz do dia e interagem com os protagonistas. É como se eles não tivessem mais medo de ficar escondidos.

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Muitas situações foram programadas para deixar as pessoas ainda mais encabuladas. Cenários realmente escuros – muitos são ambientes abandonados e que trazem uma grande carga histórica e espiritual – e com muitos objetos amaldiçoados são o palco perfeito para o desenrolar da história.

Os barulhos de passos, batidas na parede, móveis se arrastando, portas batendo e outros tantos são válidos, mas a sonoridade do filme ganha destaque por outros elementos. Assim como no primeiro filme, graças aos barulhos de piano distorcido, rangidos bem agudos e notas musicais fora de afinação, todos na sala ficam apreensivos e levam sustos repetidas vezes.

Apesar de ter uma trama convincente e algumas novidades interessantes, Sobrenatural: Capítulo 2 não é uma obra perfeita. Há locais de gravação que não foram adequadamente preparados para a história, bem como faltou capricho no desenrolar de alguns acontecimentos. Ainda bem que isso não atrapalha em quase nada este título de terror que é ainda mais sinistro que seu antecessor.

E que venha Sobrenatural: Capítulo 3!