Crítica do filme O Espetacular Homem-Aranha | Não é tão espetacular

Não dá para assistir ao filme "O Espetacular Homem-Aranha" sem lembrar da primeira versão do herói aracnídeo de 2002, dirigida por Sam Raimi.

Logo, a proposta desta minha crítica é justamente medir os pontos fortes e fracos de cada um dos filmes, e ver, no final, qual tem mais quesitos positivos.

Vamos lá!

Homem-Aranha (2002)

Pontos positivos

  • Bom desenvolvimento da origem do personagem

  • Cenas icônicas, como a do primeiro beijo entre o Aranha e  Mary Jane e Tio Ben falando com Peter sobre responsabilidade e tal

  • Boa caracterização do super-herói

  • Trilha sonora

  • Bom teor de comédia

Pontos negativos

  • Tobey Maguire com cara de quem está com dor de barriga o filme todo

  • Lutas pouco elaboradas / batalha final fraca

  • Má caracterização do Vilão

  • Momento patriota [Homem-aranha pousando na bandeira americana no fim do filme. Desnecessário]

 

O Espetacular Homem-Aranha (2012)

Pontos positivos

  • Lutas bem elaboradas / bons efeitos visuais

  • Boas atuações

  • Boa caracterização dos personagens

  • Emma Stone

  • Boa cena da participação do Stan Lee

Pontos negativos

  • Origem do personagem

  • Desenvolvimento de como ele se torna um super-herói

  • Lagartos em Nova Iorque?

  • Cena pós-crédito

Opinião

Eu gostei mais desse novo Homem-aranha do que o do filme do Sam Raimi, porém vale ressaltar que “O Espetacular Homem-Aranha” também não é tão espetacular assim. Comparando com o antigo, as cenas de ação e lutas estão bem mais elaboradas, a caracterização dos personagens está melhor e os efeitos efeitos digitais estão bons.

Tudo bem que em 10 anos a tecnologia gráfica cresceu e isso ajudou o novo filme, mas não é desculpa. É só pensar no ‘Império Contra-Ataca’. Mesmo tendo aqueles efeitos digitais podres [para a nossa época], ainda é o melhor filme da hexalogia.

new amazing spider man movie-1280x800

Por outro lado, certas coisas são bem toscas, como o jeito que fundaram a trama, se baseando no passado dos pais do Peter. Tipo, pra quê? Esse lance de pegar a história dos pais já não funciona muito bem nos quadrinhos, então para que colocar no filme?

Isso é porque os produtores tentam distanciar o novo filme o máximo possível de seu antecessor. Mas não conseguem. Por exemplo: a grande cena do aranha antigo, na qual Tio Ben ensina Peter que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” também está presente no novo, mas de um jeito bem disfarçado e bem menos marcante.

É bem perceptível que eles tentam mudar várias coisas, mas muitas dessas novidades não são tão boas. Uma que achei que seria interessante era do lançador de teias. Ele está bem legal no filme e funciona direitinho, mas o Peter construiu aquilo em apenas uma cena, do nada, usando equipamentos “emprestados” da Oscorp! Poxa Homem-aranha, roubar pra quê?

Infelizmente, um dos maiores super-heróis, mais uma vez, não conseguiu ter um filme à sua altura. Para quem espera algo como um “Batman Begins’, pode esquecer. Parece que está para nascer um diretor que chegue aos pés de Chris Nolan [com todo respeito ao Jon Favreau e ao Joss Whedon]  Se a sua continuação for no mesmo nível que o Homem-Aranha 2 do Raimi [melhor da franquia], fico tranquilo. Agora, se for como o 3…

E só tem um jeito de esse segredo dos pais do Peter vingar: se ele estiver relacionado à SHIELD, como nos quadrinhos, e o Homem-Aranha aparecer num futuro filme d’Os Vingadores. Quem sabe?!

Crítica do filme Reis e Ratos | Roteiro é pego na ratoeira com piadas sem graça

O trailer de Reis e Ratos engana o público de maneira fantástica. Nas cenas divulgadas, temos a sensação de que estávamos prestes a desfrutar de uma comédia divertida e bem construída.

Ao apreciar o filme nos cinemas, as expectativas foram decaindo lentamente, até que, lá pela metade do filme, você percebe que foi passado para trás e que tudo está mais confuso do que deveria. Santa marmelada, caímos na ratoeira!

Depois de quase duas horas de filme eu percebi que o personagem Roni Rato (Rodrigo Santoro) não estava falando besteira, dizia ele no trailer: “O que tá acontecendo aqui é que vocês querem uma coisa grande... eu, honestamente, não tenho a menor ideia do que seja”. Pois é, a comédia de Mauro Lima (diretor de Meu Nome Não é Johnny) tropeça em diversos elementos que deveriam deixar a película engraçada e diferente.

Na história de Reis e Ratos, o clima de conspiração afeta uma série de personagens relacionados, de alguma forma, ao cenário político da época. Um deles é Troy (Selton Mello), agente da CIA que vive no Brasil e passa a duvidar de sua fidelidade à terra natal. Com a ajuda de seu comparsa brasileiro, o Major Esdras (Otávio Müller), ele planeja uma armadilha para o presidente que pode atrapalhar os planos do Golpe Militar.

Bom elenco, roteiro nem tanto

A história de Reis e Ratos é contada por Amélia Castanho (Rafaela Mandelli), personagem que se envolve de forma superficial com os verdadeiros protagonistas da trama. Esse pequeno erro puxa outros problemas que vão deixando o filme muito confuso. O enredo começa a se complicar em determinados momentos que as situações envolvendo Amélia se tornam mais importantes do que as cenas de comédia e os acontecimentos políticos que deveriam ser o foco.

A ideia do filme era aproveitar os personagens americanos (Selton Mello é o principal) para tornar a película mais engraçada, usando uma mistura de inglês com português, piadinhas curtas e frases de impacto. Admito que em determinados momentos isso até dá certo, porém, no geral, o que vemos são piadas e diálogos soltos da trama narrada de forma complicada.

reisratos1 d8642

As atuações são boas, principalmente no que diz respeito aos já aclamados Rodrigo Santoro e Selton Mello. Não que isso seja uma verdade absoluta para todo o elenco. Cauã Reymond é um ator que poderia sair do filme e não faria a menor falta – aliás, deixaria a comédia mais engraçada e menos forçada.

O filme começa colorido, contudo, em poucos minutos os tons de cinza assumem o papel principal. A ideia não é nova, ainda mais para um filme que retrata uma época passada, mas definitivamente não é um recurso que faça do longa um título sensacional.

Apesar dos tantos defeitos, Reis e Ratos acerta em muitas cenas bem executadas e na utilização de alguns dubladores para deixar o ritmo mais empolgante, mas, sinceramente, não é um filme que eu recomendaria para desfrutar nos cinemas. A comédia não é muito engraçada e esperar para ver em DVD ou na TV não é uma má ideia.

Crítica do filme Jogos Vorazes | Estética Young Adult com inteligência

A temática YA (‘Young Adults’) tem sido destaque na literatura e nos cinemas de todo o mundo. Depois do sucesso de Harry Potter e mais recentemente da febre da série Crepúsculo, a nova aposta da indústria cinematográfica para atingir jovens de 13 até 29 anos de idade é o best-seller Jogos Vorazes ( ‘Hunger Games’, de Suzanne Colins — EUA, 2008).

Como era de se esperar, a trama gira em torno da vida de alguns jovens, que misturam problemas da vida de adulto com suas emoções e seus sentimentos efervescentes das fases da adolescência. O lugar no qual o filme ocorre só é importante para situar o mote principal do enredo; trata-se dos EUA em um futuro consideravelmente longe, no qual uma terrível guerra envolvendo 12 estados norte-americanos deixou conseqüências seríssimas nas vidas das pessoas.

"Jogos Vorazes", que é o título do filme, faz referência ao resultado da tal guerra. Os 12 estados derrotados foram subjugados e praticamente tomados como colônias de exploração do resto do país. Para enfatizar a punição, há cada ano acontece um torneio que reúne um casal de jovens entre 12 até 18 anos, escolhidos de forma aleatória, que se enfrentam em uma arena mortal até que só sobre uma pessoa vitoriosa. Essa batalha é transmitida, ao vivo, para todo o país, tornando-se um dos principais acontecimentos televisivos do país.

A protagonista do filme é Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), que toma o lugar da pequena irmã para participar do temido confronto. As ‘oferendas’, como os participantes do evento são chamados, são tratados como celebridades dignas de Big Brother até o dia do conflito.

O que foi mais impressionante no filme foi a maneira com a qual ele é filmado. A perspectiva da câmera é uma espécie de ‘primeira pessoa’ inconsciente, isto é, o telespectador vivencia o que os olhos da protagonista vêem e acaba compartilhando suas alegrias e agonias.

No mais, o contexto é muito menos chato e apelativo do que as obras anteriores, no que diz respeito à temática geral. A situação é envolvente e nos faz pensar em uma realidade mais verossímil e menos fantástica, talvez pela seriedade com a qual a sociedade é retratada (evitarei citações de relações com 1984 ou Admirável Mundo Novo).

Em termos de áudio visual, o filme não deixa nada a desejar para as outras grandes produções adolescentes atuais. Salvo que o nível de efeitos especiais durante o contexto principal é muito menor, o que, talvez, faça com que nos aproximemos mais da protagonista e menos da fantasia propriamente dita.

As atuações dos atores, sinceramente, não merecem muito destaque, mas o conjunto da obra até que ficou muito bom. E é claro que há vários pequenos ‘furos’ na história, uma vez que se trata de uma adaptação de um livro. Então, pode ser que o filme não tenha mostrado alguns fatos que faltaram algumas explicações ou, quem sabe, ficou por conta do realismo fantástico ‘Deus Ex Machina’ mesmo...

Enfim, "Jogos Vorazes" é um filme que cumpre uma estética YA, que traz a tona um assunto atual na perspectiva jovial da coisa, e que surpreende aqueles que achavam que ia se tratar de simplesmente mais um sucesso comercial acéfalo. A recomendação para vê-lo não é das melhores, mas é sim muito boa.

Crítica do filme Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

Antes que você pergunte, saiba que eu não li a obra literária, tampouco vi o longa-metragem sueco de título semelhante ao do recente filme de David Fincher. Por esse simples motivo, posso comentar sobre os diversos aspectos da película hollywoodiana, afinal, avalio neste texto  apenas o que vi na tela, sem ter pré-conceitos ou comparativos diretos para julgar o filme.

Depois de ver “Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, meu primeiro comentário foi: “este filme tem traços fortes da direção de David Fincher”. Com essa frase, você já pode ter ideia de que estou falando da semelhança notável entre este longa e os títulos “Seven - Os Sete Crimes Capitais” e “Zodíaco” — dois nomes que marcam o estilo do diretor.

O filme tem quatro elementos principais: Daniel Craig (Mikael Blomkvist, o protagonista), Rooney Mara (no papel da hacker Lisbeth Salander, provavelmente o foco principal da história), o mistério do caso (algo que comentarei posteriormente) e, obviamente, o ódio pelas mulheres (também chamado de misoginia, assunto que será abordado em diversos partes deste texto).

Duas coisas mostradas logo no início do filme não me agradaram muito. Você deve se lembrar bem dos quadros que aparecem na primeira cena e que depois são mostrados para Mikael, mas que não tiveram qualquer serventia para a solução do caso. Ao que parece, esse elemento foi mostrado apenas para que fãs do livro não reclamassem do longa.

Sinceramente, a introdução mais parece a abertura de um filme 007 e pouco se encaixa ao estilo do longa — as cenas são bem desenvolvidas, mas seriam melhor utilizadas em um seriado. Depois disso, finalmente vemos Craig interpretando com inteligência o jornalista Blomkvist, destoando dos papéis habituais do ator.

millennium1

Em seguida, Rooney Mara aparece como uma das mulheres odiadas do título. A garota é uma super hacker que usa um MacBook para ajudar na investigação do caso. Pra falar a verdade, esse papel de “super manjo das putarias na internet” já não convence muito, mas ok, estamos falando de uma história fictícia e, também, tudo pode acontecer no cinema.

Veja que citei o MacBook por um simples motivo: a propaganda recorrente no filme. Ela está cada vez mais comum nos longas americanos, mas é uma característica que não deveria fazer parte de uma obra de Fincher. Mas, tudo bem, a beleza esquisita da moça faz o público ignorar esses meros detalhes.

Até agora, não falei muito bem do filme, mas, por incrível que pareça, vou me contradizer e falar a verdade. Eu gostei muito do filme e acho que é um dos melhores que vi ultimamente. Desde o começo, o suspense é um elemento constante que mantém todos curiosos durante grande parte da projeção. Para complementar, Fincher usa sequências de ação bem elaboradas, as quais são bem aplicadas durante a resolução dos mistérios. Os coadjuvantes formam a família perfeita e esquisita, essencial para o estilo “detetive” do filme.

Uma das coisas que eu mais aprecio em qualquer filme é a trilha sonora. E, felizmente, a dupla Trent Reznor e Atticus Ross acertam na combinação das faixas com as imagens. Vemos aqui uma obra de suspense, que combina perfeitamente com o clima misterioso do longa. Aliás, é ótimo ver que filmes bons como este evitam o uso de sons comerciais.

millennium2

Em termos fotográficos, devo admitir que a equipe escolhida para dirigir a arte fez um excelente trabalho. Os cenários são bonitos em um primeiro momento e, depois, quando abordados em cenas futuras, os mesmos ambientes não parecem deixar o filme cansativo. Talvez, o longa se destaque nesse quesito por introduzir diversos locais no decorrer da trama.

A mudança no título de “A Garota com a Tatuagem de Dragão” para “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” foi perfeita, pois o tema do filme é sim o ódio pelas mulheres. Lisbeth tem um papel importante, mas as demais que sofrem também fazem parte da construção do longa. Enfim, parece que David Fincher conseguiu dar um up em sua carreira com Millennium, visto que ele havia dirigido o razoável A Rede Social.

Crítica do filme J. Edgar

John Edgar Hoover. Eis um nome que você provavelmente nunca tinha ouvido falar antes de ver alguma notícia sobre o mais recente filme de Clint Eastwood. O longa-metragem J. Edgar trata sobre a história do homem que deu início ao Bureau de Investigação Americano, ou seja, o FBI.

J. Edgar (DiCaprio) narra os acontecimentos importantes de sua carreira no FBI. De início, vemos Hoover em busca de um homem capaz de escrever sua biografia. Conforme ele vai detalhando os momentos importantes de sua vida para os diversos escritores, os espectadores vão acompanhando as situações que deram origem ao Bureau.

A história é contada de forma não-linear, característica que faz o público ficar atento a todo momento. O foco do texto de Dustin Lance Black parece ser as mudanças bruscas entre o passado e o presente de Hoover. Alguns momentos mais reveladores são lançados aos poucos, quebrando um pouco o ritmo biográfico e ajudando o filme a se manter impactante.

Durante essas transições de passado e presente entra uma técnica que não foi muito bem aplicada: a maquiagem. Ela convence em boa parte do filme, mas algumas cenas revelam certo descuido nesse quesito. Tanto Leonardo DiCaprio quanto Armie Hammer (Clyde Tolson) parecem ter rostos de borracha em alguns momentos. Na imagem abaixo, você pode entender do que estou falando.

JEdgarmakeup bc305

Para compensar esse “desleixo”, o filme apresenta uma fotografia de qualidade. Muitas cenas se passam em gabinetes ou ambientes fechados, porém, o longa não parece algo cansativo nesse aspecto. Os tons da película são voltados para cores mais frias, recurso que parece ser utilizado para denotar a época e a seriedade da história.

A musicalidade do filme é fantástica. A trilha sonora ainda não está disponível para compra, mas se você ficar atento ao áudio do trailer, tem ideia do capricho aplicado nesse aspecto. Só por curiosidade, o compositor da trilha é o próprio Clint Eastwood.

As atuações, de forma geral, são muito boas e, na minha opinião, Leonardo DiCaprio teve um desempenho exemplar. Ele interpreta um Hoover cheio de peculiaridades, parte delas vindas da mãe, outra provenientes de situações amorosas. E o Oscar? Bom, não vou nem comentar sobre isso, porque a Academia tem critérios que fogem à lógica

J. Edgar pode não ser o melhor filme de Clint Eastwood, porém, é um título bem construído que deve agradar até aos mais exigentes. O diretor/produtor do longa conduziu muito bem a trama e conseguiu mostrar um Hoover diferente. Particularmente, eu gostei muito do filme, por isso, recomendo para todos que gostam de tramas surpreendentes e bem desenvolvidas.

Crítica do filme Precisamos Falar Sobre o Kevin

A história de “Precisamos Falar Sobre o Kevin” já é bem conhecida, principalmente por receber a atenção dos holofotes nos telejornais e outros tipos de mídia. Só de ler a sinopse já dá para se ter ideia de como será a conclusão do filme, entretanto, o longa reserva surpresas que são apresentadas no decorrer das quase duas horas de cenas perturbadoras.

O filme trata justamente das dificuldades de Eva, mãe de Kevin, em tentar educar o filho e de como a vida dela virou de cabeça para baixo após a conclusão da história. A mescla de cenas no presente com memórias do passado é bem interessante, o que faz o filme ser bem desconexo, mas interligado aos poucos. Essa construção de forma aleatória não é nada nova, porém, foi muito bem utilizada.

Quanto a história, vemos que as situações do filme são bem particulares, afinal, poucas pessoas passaram por circunstâncias semelhantes, o que impede uma identificação direta com o drama. Apesar disso, as boas atuações de Tilda Swinton, que certamente deveria ser indicada ao Oscar, e de Jasper Newell, Kevin na fase criança, colocam o público bem próximo das dificuldades que Eva tem em educar o garoto perturbado.

Desde o começo, o longa apela muito para os tons vermelhos. Essa ideia de puxar para cores agressivas é muito boa, pois destaca o conflito mental de uma mãe após ver seu filho virando um monstro e contrariando tudo que ela tentara ensinar. O visual do filme, aliás, é um bocado diferente, o que ajuda a dar um tom de drama. A trilha sonora não é nada surpreendente, mas algumas músicas depressivas empurram para o clima difícil enfrentado por Eva.

Ao fim da película, fica claro que o filme tem mais a intenção de colocar o público para “Falar sobre os Kevins da vida real” (você vai entender isso depois que ver o filme) do que para servir como uma mera história adaptada. Pode até ser que algumas cenas sejam exageradas ou desnecessárias, eu mesmo senti isso, porém, o resultado geral desse longa-metragem é muito bom, principalmente porque ele não parece com outros dramas comuns.